
Fui uma tola sentimentalista
que pesou o sentimento alheio
pelo que sentia e o que estava à vista,
envolvida por um novo anseio.
Os obstáculos desta ambição
foram esquecidos por mim que sonhava
ter a messe destruidora da solidão
por possuir tudo que mais amava.
Mas com o tempo tive consciência
de que não passei de reles experiência,
de quão pouco valor teve meus carinhos.
E como aquela rosa que um dia recebí,
lembrança dos belos dias que viví,
não tenho colorido, nem perfume...
só espinhos...
Lia Araújo