A Minha Caminhada
. No curso de nossa existência há momentos que se cristalizam em verdadeiros marcos de nossa caminhada. O primeiro, para mim, foi a morte de meu pai quando eu tinha apenas quinze anos de idade. De lá para cá encontrei vários deles, a separar cada experiência, a ponto de quase poder dizer que vivi diversas vidas: meu casamento, a chegada de minha filha, a advocacia, a política, meu genro [que é o filho que qualquer mãe deseja ter], meus netos, onde alcanço, pela magnitude de amor, a mais completa felicidade. Foram e são experiências extraordinárias, de imensurável valor. Discortinei exemplos de grandeza e devotamento ao magistério exercido por minha mãe. Vi de perto, nas lides forenses, a tragédia humana nos cárceres e nos lares desfeitos quando, na maioria das vezes, restava como saldo uma infância desvalida. Vi a dor nos hospitais onde me curei de três cânceres; mas vi também a força da fé e do amor familiar e amigo que nunca me abandonou. Não somos a história de nossos dias? Esta é a minha história, a minha caminhada descrita em breves e singelas "pinceladas". O devotamento aos meus familiares e amigos foi o que me levou a falar tanto de mim violando comezinha regra de bom tom. É que falando de mim pude sentir-me no direito de, mais uma vez, pedir a compreensão de meus amigos pela minha ausência. Quero ainda acrescentar que estando em férias meus netos são visitas constantes, não só a mim, mas também à Internet e na disputa pelo único computador que tenho eu sempre saio em desvantagem.
Escrito por Lia de Araújo Oliveira Marchi às 21h48
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